Sábado, Maio 20, 2006

Concep Store

Muito antigamente, bastava abrir uma porta e uma vitrine, e já se tinha uma loja. Depois, nos anos 70, virou mania ter a butique, espaço pequeno e atulhado. Claro,como a moda trabalha com opostos, nos anos 80 vieram as flagship stores, as matrizes enormes, amplas e minimalistas.
A onda atual é a loja conceito, a concept store, que serve mais para divulgar o espírito de uma marca, do que propriamente arrebentar de vender. Uma das primeiras foi a Language, em New York, criada pela brasileira Ana Abdul – acabou fechando por divergências entre os sócios. A loja conceito mais famosa é a Colette, em Paris, que sequer tem mercadoria fixa: uma semana, vende água mineral dos Alpes, na outra, perfumes da Cracóvia. Virou ponto turístico.
A importância da loja conceitual é tamanha, que mesma as marcas básicas tratam de abrir as suas. A melhor quer conheço atualmente é a da Abercrombie & Fitch, recém-inaugurada na Quinta Avenida com rua 56, em New York. Para dar uma idéia do conceito, a fachada não tem vitrines!
Levantava suspeitas sobre uma inovação em uma das marcas mais básicas da moda americana, o fato do editor Michael Roberts estar com suéter branco da Abercrombie, no desfile Chanel de outubro de 2005. Era sinal de uma evolução de branding.
Outra basicona centenária que acaba de abrir uma concept store, desta vez, em São paulo, é a Lee. Mais básica, impossível. Engraçado que originalmente a loja conceito buscava uma maneira de explicar um estilo inovador, difícil de ser entendido pelo consumo. Agora, a intenção é competir com quem tem este estilo – jovem, inovador, excêntrico. Mesmo que a roupa seja calça jeans e camiseta…
Onde:
Lee Concept Store: Rua Haddock Lobo, 1.491, quase esquina com Oscar Freire.